Casamento real à luz de velas da Aline e do Ricardo

Sabe aquela frase que diz: há mais coisas entre o céu e a terra do que julga a nossa vã filosofia? Então, essa frase resume bem a história de hoje. Quando tudo parece estar dando errado, a gente percebe que as linhas é que estão tortas. Tudo está certo. O casamento real à luz de velas da Aline e do Ricardo é daquelas histórias que vêm provar pra gente que certo é ser feliz. Certo é se amar. Certo é o que Deus quer para nós. Certo é acreditar!

 

“Ricardo e eu nos conhecemos em 2012. Ele estava organizando uma corrida pré JMJ e eu vi um anúncio no Jornal que dizia para ligar para Ricardo Pantoja para maiores informações. Liguei, dei alguns dados e prontamente ele me adicionou no Facebook. Descobrimos que éramos os dois de Belém do Pará e que tínhamos muito em comum. Incluindo nossa paixão pelo carnaval, que viria a ser o tema do nosso Save the date no futuro. E assim começou uma forte amizade que iria se transformar em amor meses depois.

No réveillon de 2014/2015 fomos para Ilha Grande e Rick ajoelhou durante os fogos e me pediu em casamento. Imediatamente marcamos a data do nosso casamento real: dia 23 de janeiro. Nós dois amamos coisas simples, rústicas e lindas. Somos os dois designers, mesmo ele não exercendo. Então foi simples escolher o local, Capela Nossa Senhora do Desterro em Pedra de Guaratiba. Uma capelinha linda, com a fachada de azulejos portugueses e interior de madeira. A terceira igreja mais antiga do Rio, data de 1618. Além de tudo isso, o pároco é nosso amigo, Padre Marcus Vinicius. Seria lá nosso casamento real.

Acontece que o Rick começou a trabalhar nos Jogos Olímpicos e faltando 5 meses para o casamento descobrimos que haveria evento teste na data e nos meses seguintes. Reagendamos para dia 7 de maio. E assim foi. Como uma designer que se preze, arrumei uma série de detalhes artesanais para o grande dia. Juntei amigos designers e fiz o meu buquê e os noivinhos do bolo. O que hoje me dá orgulho, na semana me deu muita aflição e trabalho. Eu que sempre fui vista como calma me tornei uma bridezilla a ponto de explodir!

 

Na semana do casamento real, tudo deu errado. Na sexta-feira, véspera do casamento, nem os papéis da igreja estavam prontos ainda. Haja coração e floral. No grande dia, eu acordei calma como costumo ser. Eestava feliz e quando me perguntaram se eu estava nervosa, respondi: Não, a partir de agora o que der errado está certo. Mal sabia eu o que estava por vir.

Nosso casamento estava marcado para às 17h. Minha linda capela fica na orla de Pedra de Guaratiba e o sol se põe em frente a ela. O pôr-do-sol faria parte da decoração e era parte do show. Atraso não era admissível, o sol não esperaria por nós em nosso casamento real. Assim eu fiz, às 16h eu estava pronta, na porta do quarto. E aí recebi a notícia de que minha sogra atrasaria. Respirei fundo e disse, ok. Pelo menos uma foto eu ainda teria no meu pôr-do-sol.

 

Às 17h40, eu chegava em Pedra de Guaratiba. Comecei a perceber que estava tudo muito escuro. Perguntei ao motorista se era o insufilm dele, mas tinha uma voz dentro de mim que dizia: não tem luz, não tem luz, NÃO TEEEM LUUUZZ. Mal a porta do carro abriu e minha irmã saiu pra ver o que aconteceu. Todos os meus amigos surgiram, me contavam piadas, puxavam papo, fizeram orações, mas ninguém queria me contar o óbvio, não tinha luz.

Parecia um pesadelo, não tinha luz no meu casamento real. Eu tentava falar e ninguém me ouvia, veio fotógrafo tirar foto, cinegrafista, e eu só dizia: Para, por favor, eu quero a luz! Comecei a chorar. Todos entenderam a mensagem e me deixaram sozinha. Tô chorando só de lembrar. Às 18h10, bati o martelo: vou casar no escuro. Rapidamente minha família moveu um carro em direção à igreja com o farol alto. Acenderam todas as velas que a igreja tinha, mas eu? Eu estava inconsolável, mesmo pensando que poderia ser lindo um casamento real à luz de velas.

 

O motorista foi se aproximando da capela e quando vi meus amigos lindos e felizes na porta da Igreja eu entendi: Estou casando com o homem da minha vida e todas as pessoas que eu amo estão aqui para testemunhar. Por que estou triste? E assim entrei triunfante na igreja. A Capela lotada, todos acenderam os leds de seus celulares em minha direção. Os músicos cantando a capela, foi lindo, me senti no céu. Foi um casamento real à luz de velas!

 

Não teve uma pessoa que não tenha se emocionado. Foi a experiência mais próxima que já tive com Deus. Me mostrou que mesmo tudo que eu planejei deu errado, o que Ele havia planejado era muito melhor, foi perfeito, foi um casamento real à luz de velas. A partir daí foi tudo alegria! Comboio de dezenas de carros pra ninguém se perder pro sítio e festa inesquecível!

No fim acho que criei tendência! Todo mundo quer fazer um casamento real à luz de velas! Façam, é lindo!

 

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