CASO REAL: Casamento DIY da Estela e do Rafael

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Apresento a vocês a nova colaboradora do Casar é um Barato: a Estela Rosa! A Estela é um pitéu de menina: ela além de ter lindos olhos é um amor, e inteligente pra chuchu. Como se não bastasse, Estela escreve bem demais, e parece que esta não é a única habilidade “manual” da moça. Ela casou no melhor estilo DIY – faça você mesmo – preparando cada detalhe do seu grande dia, unindo o melhor de suas ideias com suas mãozinhas em ação… que foi na verdade um batia de um lindo casamento alternativo. Não podemos esquecer do noivo Rafael, que participou de tu-do! A primeira colaboração da Estela pro nosso blog é este texto delicioso sobre o próprio casamento dela :) Divirtam-se e apaixonem-se.

Existe no Rio de Janeiro uma menina chamada Daniele. Essa menina tem uma amiga chamada Estela e um amigo chamado Rafael. Um dia alguém cochichou no ouvido da Daniele: Garota, o que você tá fazendo que ainda não apresentou o Rafael para a Estela? Rafael vivia reclamando de relacionamentos mal sucedidos. Estela vivia perdida entre mil amigos e corações partidos. Foi lançada a aposta de Daniele. Quatro meses depois de muitas investidas de Rafael, Estela cedeu e depois do beijo um bilhete escrito: eu já sabia!

Estela diz que enrolou Rafael porque tinha medo daquele futuro gigante que se realizou. Rafael diz que não desistiu porque sabia que ela era a mulher da sua vida. Hoje eles têm uma casinha no Alto da Boavista onde vivem com suas duas gatas. Daniele estava certa, mas tão certa que foi a madrinha que mais chorou na cerimônia.

Foi assim que começou a minha história com o Rafael. Depois do dia 14 de Janeiro de 2011 não nos desgrudamos mais. A cada dia que passava a certeza de que ele seria o homem que faria eu me casar aumentava. Justo eu que vivia dizendo que não constava na minha lista de sonhos um casamento de filme. Justo eu acabei me casando numa festa de arromba, feita por mim e por ele.

Estela e Rafael no altar do casamento DIY Estela e Rafael no altar do casamento DIY

Rafael é um cara romântico, desse tipo da música do Lulu Santos. Ele acredita naquele tipo de amor à moda antiga, é fã dos anos 50, dos sapatos bicolores, de arte, é fã do companheirismo. Fui pedida em casamento em uma viagem surpresa. Ele programou tudo e me levou a Buenos Aires. Essa cidade é muito importante pra mim, vivi lá durante algum tempo e guardo lembranças muito doces deste lugar. Estávamos no hotel, nos arrumando pra sair, quando, de repente, ele ajoelha e com uma caixinha de veludo na mão diz: Bonita, quer se casar comigo? CATAPLOFT! De novo eu digo, justo eu, bicho do mato, tava ali, com os olhos marejados, com um sim explodindo na garganta, morrendo de vergonha, sem saber como agir. Sim, eu aceitei. Dias depois ele pediu minha mão em casamento ao meu pai. Ele chorou, meu pai chorou, eu chorei, uma emoção só. A filha caçula do Seu Carlinhos ia se casar e com um rapaz romântico (e todo tatuado).

Detalhe dos sapatos da Estela e do Rafael no casamento DIY

Mesmo nunca tendo sonhado com um casamento foi instantânea a vontade de fazer uma festa linda e inesquecível. É automático, o amor muda a nossa cabeça e faz com que coisas nunca imaginadas virem o nosso objetivo. Começamos a planejar a festa e vimos que nosso orçamento era baixíssimo. Como faríamos? Nossa festa não poderia não ser linda. Então nos comprometemos: vamos fazer tudo na marra e vai ser incrível. A mãe do Rafa, Nilce, é artesã. Desde pequeno o Rafael está acostumado a lidar com festas e fazer coisinhas DIY. Nossa meta passou a ser fazermos tudo, desde o convite até o buquê. E conseguimos.

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Começamos a pensar em como seria a cerimônia e quando vimos os valores para ter um juiz de paz no local quase caímos para trás. Nós não teríamos aquela grana. Então, o que fazer? Acabamos nos casando no civil dia 27 de junho de 2013, em um cartório na Tijuca, e lançamos o desafio para quatro amigos: no dia 6 de Julho de 2013 seriam nossos juizes de paz, poetas, apresentadores, mestres de cerimônia. Fizemos as escolhas pensando em quem emocionaria mais nossos convidados e assim contamos com a Olívia, o Adriano, o Pacha e a Mariana. Às vésperas do casamento chamei minha mãe e pedi a ela: quero que você nos abençoe. E assim foi, ela falou coisas lindas sobre seus 42 anos de casada e emocionou a todos nós.

Os preparativos, como falei aí em cima, foram todos feitos por nós, não contamos com a ajuda de nenhuma cerimonialista (SOCORRO!). Foram meses de pesquisa no Pinterest e sites afins, programas de tv, dicas de amigos. Meu vestido e o buquê foram feitos pela mãe do Rafael, a Nilce Sanches. Foram as coisas mais elogiadas da festa. Fizemos bandeirinhas e até forminhas para os doces, compramos lanternas japonesas, fizemos as flores dos enfeites das mesas e um detalhe muito importante: TUDO DE PAPEL. Fizemos praticamente a festa toda de papel. Tambem nos preocupamos com as crianças e fizemos um caderninho de atividades, foi uma curtição. A Nilce foi a peça essencial para que tudo acontecesse, ela se entregou de corpo e alma e nos ajudou demais, sem ela não seria tudo tão bonito.

O local da festa foi um achado. Procuramos alguns lugares no Rio de Janeiro e nos espantamos com os preços. Como queríamos uma cerimônia a céu aberto, resolvemos procurar em Miguel Pereira, minha cidade, onde fui criada. Procuramos e depois de muito analisar os preços (que também eram altos), conseguimos um hotel, o Yledaré, pelo qual eu sempre fui apaixonada. Eles toparam nos ceder o espaço por um preço com desconto caso conseguíssemos lotar os quartos do hotel. E não foi difícil, já que a família do Rafael é toda do Rio. O Yledaré é lindo, tem um espaço aberto encantador e o casarão onde fica a sala de recepção é bem antigo, tudo a ver com a nossa proposta de casamento. A sorte foi sorrindo pra nós dois.

O buffet foi contratado em Paty do Alferes, cidade vizinha à Miguel Pereira. Fizemos a opção de servir caldos porque estávamos bem no meio do inverno e o local era bem frio. O bolo, os bem-casados e os cupcakes foram feitas pela mãe de um amigo de infância do Rafael, a Heloísa, uma doceira de mão cheia que mora na Vila da Penha. Escolhemos um naked cake para que tivesse a ver com a simplicidade dos enfeites e entrasse na onda das coisinhas feitas a mão. A Heloísa levou nosso bolo e os doces sãos e salvos para Miguel Pereira! Uma heroína! Os docinhos fomos nós que fizemos, mais especificamente eu, minha mãe e minha tia. Conseguimos que tudo ficasse bem rústico e com uma cara deliciosa, esse era o nosso principal objetivo.

Foram tantas histórias lindas, tantas aventuras… Um exemplo de como economizamos dinheiro foi que chamamos amigos para serem DJs da festa. Nós temos a sorte de termos amigos talentosos e aí foi fácil. Foram cinco DJs e uma surpresa. Nós havíamos selecionado algumas músicas para a entrada na cerimônia, iríamos colocar uma caixa de som e um dos amigos DJs ia ajudar. Mas, aos 45 do segundo tempo, o primo do Rafael, que mora em Vitória, resolveu vir a festa e junto com ele veio… UMA BANDA. Sim! Fomos surpreendidos por um quarteto de cordas que se propôs a tocar a música que quiséssemos na entrada da cerimônia! Pra completar, o Rafael tem uma amiga que é cantora, ela se juntou à banda com um único ensaio, eles se conheceram horas antes da festa, e entramos ao som de At Last da Etta James. Foi de arrepiar.

Agora, a história que mais gosto é a do buquê. Ao longo dos meses, enquanto planejávamos o casamento, eu não conseguia pensar em um flor para o buquê. Foi quando em uma das minhas buscas pelo Pinterest vi um buquê de origami e mostrei a Nilce, ela, na mesma hora, disse que faria. Pegamos um livro (Viagens à minha terra, do Almeida Garret) que tinha uma história minha e do Rafael por trás. Ele havia me dado de presente, no começo de nosso namoro, um quadro com duas páginas desse livro, duas páginas que amo. O restante do livro ficou guardado, esperando seu momento e virou um buquê lindo que foi a estrela da festa. A Nilce até se animou a fazer mais, então, quem quiser, pode encomendar com ela! :)

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Meu casamento foi surpreendentemente perfeito. Tive o noivo mais paciente e dedicado, que entendeu todas as minhas crises de noiva (que são muitas, mas não se desespere, elas passam), tive duas famílias empolgadas, que uniram forças para que tudo desse certo, tive amigos que me apoiaram e ajudaram colocando a mão na massa, tive muita ajuda, mas nada daria certo se não fóssemos dois malucos apaixonados um pelo outro.

Bolo Naked Cake do casamento DIY da Estela e do Rafael Detalhe da mesa de doces do casamento DIY da Estela e do RafaelLembrancinha do casamento DIY da Estela e do RafaelDecoração do salão com as mesas da festa de casamento DIY da Estela e do Rafael

Um casamento DIY é possível, gente… Apesar de eu achar que se tivesse um pouquinho mais de dinheiro sobrando, contraria uma cerimonialista! rs. Espero que curtam as fotos.

Ah, vou listar algumas curiosidades:

– Não queríamos perder tempo de festa tirando fotos com tooodos os convidados. Aí fizemos bonecos de madeira em tamanho real com o desenho que o Pacha Urbano fez de nós dois pro convite.

– Eu entrei em um Maverick (carro que é paixão do Rafael). Esse carro foi uma história a parte. Surgiu do nada, como a banda na festa.

– O Pacha, super talentoso, fez um banner pintado a mão que serviu para tirarmos fotos com os convidados.

– As fotógrafas foram a Gaby Luz e a Tainah Soares, que me deixaram super a vontade e tiraram fotos lindas.

– O Save The Date também foi feito por nós dois e vocês podem conferir aqui.

Olha as fotografias ♥

Buffet: Ivanete Costa | Fotografia: Gaby Luz  e Tainah Soares | Bolo e doces: Heloísa Goulart | DJ organizador: Lelo | Cabelo e maquiagem: Jamille Coiffeur | Buquê: Nilce Sanches