Conta conjunta vale a pena?

Se você está pensando em fazer uma conta conjunta, confira o que considerar antes de tomar essa decisão.

Uma das grandes responsabilidades que chegam com o casamento é a de organizar as finanças a dois. Nem sempre é fácil. Mas, nesse processo, uma das perguntas que aparecem é se vale a pena fazer uma conta conjunta ou não.

Para responder a essa questão, em primeiro lugar, é preciso ter em mente que não existe uma regra: para alguns casais essa opção pode facilitar muito a gestão do orçamento doméstico e, para outros, pode causar ainda mais confusões.

Antes de tomar qualquer decisão, portanto, o casal precisa conversar  sobre a maneira como cada um lida com dinheiro: entendendo o histórico do outro e em que pontos vocês têm hábitos mais parecidos ou discrepantes na maneira de gerir as suas finanças. Essa passo é fundamental para que vocês possam avaliar se a ideia de ter uma conta conjunta pode dar certo para vocês.

Vantagens e desvantagens

Entre as principais vantagens de se ter uma conta em casal está a facilidade de administrar o orçamento doméstico – com todas as receitas e despesas concentradas em único lugar fica mais fácil visualizar a situação financeira do casal. Além disso, pode ajudá-los definir metas e juntar dinheiro em conjunto – importante aqui enfatizar que, tendo uma conta conjunta ou não, é imprescindível que o casal tenha uma ferramenta de controle das finanças da casa, seja em uma planilha ou software específico.  

Para que isso dê certo, é que preciso que as duas partes tenham disciplina e cuidado com aquele dinheiro, que é dos dois – lembrando que a confiança financeira entre o casal é decisiva nessa situação. Além disso, quando uma ou as duas pessoas têm dificuldade em controlar os próprios gastos, ver mais dinheiro na conta pode potencializar esse problema de consumo excessivo.

Outra questão é que muitas pessoas simplesmente não se sentem confortáveis em dividir todas as receitas e despesas com o parceiro – e isso não significa, necessariamente, que haja um problema na relação por isso. Afinal, a conta conjunta realmente limita a individualidade financeira de cada um e pode gerar mais cobranças em relação aos gastos do outro. Mas isso, claro, vai depender da relação de cada um.

Conta conjunta: o melhor jeito

Em meio a prós e o contras, caso vocês decidam abrir uma conta conjunta, manter as contas individuais e criar uma conjunta apenas para despesas e objetivos comuns é essencial. Nesse caso, o casal define quanto cada um coloca do próprio bolso na conta e aluguel, energia elétrica e afins entrariam nesse bolo. Essa é uma maneira interessante de aproveitar as vantagens da conta conjunta, mas, ainda assim, manter a intimidade dos gastos pessoais.

*Este material foi escrito pela nosso site parceiro Finanças Femininas para auxiliar  os casais a manter a vida financeira mais saudável e organizada.